
BLOGAGEM COLETIVA
Era uma vez um homem que caminhava apressadamente pela vida, deixando rastros de uma falsa alegria por onde quer que passasse. No coração do homem havia uma pontada de dor, uma saudade que tinha cheiro bom, na boca o homem trazia um sabor que nem ele mesmo sabia. O homem já caminhava pela vida há muito tempo, e em toda esquina que virava o coração acelerava porque a esperança se apresentava e ele prendia a respiração imaginando: " É hoje que vou encontrá-la!!"
Era uma vez uma mulher, cheia de marcas que a vida foi deixando na sua face, no seu corpo, no seu coração. A mulher caminhava pela vida já sem muita vontade, já tinha vivido muitas emoções, já tinha sentido muitos sabores, mas ela sabia que faltava um. O mais forte, o mais denso, o perfeito. Ela já não tinha mais o brilho aceso nos olhos, nem o ritmo acelerado de um sonho se aconhegava em seu coração. Mas ela tinha uma alma inquieta e aventureira que apertava vez em quando sua garganta e lá de dentro gritava: "Vá em busca da outra parte da sua vida!!".
O homem dobrava e dobrava esquinas e em cada olhar que parava o seu doce olhar, sentia uma pontada de esperança. Mas ele sabia que ainda não havia chegado a hora de encontra-la.
A mulher caminhava incerta e solitária pela vida e já não percorria rostos na imensa multidão nem firmava seu olhar perdido em nenhum outro olhar carente.
Um dia ele cruzou com uma foto dela e acariciou-lhe o rosto com um pequeno elogio.
Um dia ela agradeceu o elogio e retribuiu com um olhar esperançoso.
Ele sabia. Ela sabia.
Se encontraram e se amaram como se não se vissem há muitos anos. E mataram a saudade secular de seus corações, de suas bocas, de suas mãos e seus corpos. Ficaram lá abraçados durantes horas...hora falando, hora beijando...hora olhando um para o outro.
Entrelaçaram as mãos e através desse aperto souberam que haviam real e verdadeiramente se encontrado.
Permanecem juntos nesta vida. O brilho no olhar do homem é maior. As marcas na vida da mulher já não importam mais.
O sabor que compartilham é único e eles sabem que nada nesse Mundo poderá separá-los, nem a bondade nem a maldade alheia.